O futuro é mobile? – Parte II

Na semana passada começamos a explorar o Mobile Marketing, com o artigo “O futuro é mobile? – Parte I”, em que abordamos este novo meio de comunicação de massas. Já vos mencionei algumas das técnicas às quais podemos recorrer numa campanha de Mobile Marketing, como SMS, QR Codes e Aplicações Mobile.

Esta semana trago-vos agora mais alguns exemplos de ferramentas mobile e algumas questões que deverão colocar quando assumem o Mobile na vossa estratégia (seja online ou offline).

  • Bluetooth. Devemos ser claros em relação ao Bluetooth, embora tenha algum potencial, todas as barreiras físicas (ligação, aproximação dos dispositivos, etc) têm criado alguma dificuldade na utilização deste tipo de ferramenta. Na minha opinião e, tendo já utilizado o Bluetooth em campanhas de Marketing e Comunicação, considero que o mesmo é bastante eficaz, desde que o target-alvo se sinta disponível para ligar e desligar a funcionalidade.
  • Site Mobile. Um website mobile não é igual a um website que surge num browser de um computador. Ao criarmos um website e se definirmos que este deverá estar disponível para dispositivos móveis, devemos ter em conta uma optimização correcta para mobile. Neste sentido é importante que um site apresente fácil navegabilidade, imagens que se adaptem ao ecrã e, no caso de e-commerce, permitir que o mesmo seja m-commerce (permitir que  cliente compre através do telemóvel ou tablet).
  • Publicidade em Aplicações móveis. A indústria da publicidade móvel teve um crescimento substancial nos últimos 2 anos, destacando-se como a área com maior potencial de crescimento ao nível da publicidade.  Se pensarmos em banners, estes funcionam de forma muito similar aos do Display Marketing, monitorizados através de um modelo de CPM. No entanto existem outros modelos, como o CPA e DSP (demand side plataform) que permite gerir a publicidade online em várias plataformas que anunciam em produtos mobile. O mercado das aplicações móveis assume-se também como um bom investimento devido à facilidade de alcançar o target-alvo.
  • Geo-Localização/Referenciação. A geo-localização permite-nos conhecer a exacta localização do nosso target-alvo e efectuar campanhas ou promoções exclusivas para estes utilizadores. Por exemplo, efectuamos uma promoção exclusiva numa das nossas lojas em que para o cliente ter acesso a 20% de desconto, terá de, ao entrar na loja, efectuar o seu loggin no FourSquare. Automaticamente o cliente recebe esse desconto na sua compra ou no seu cartão de fidelização.

Na minha opinião, este é um mercado em ascensão que coloca à nossa disposição uma variada oferta, que conjugada com uma certa “dose de imaginação” potencia relacionamento directo com os clientes, publicidade e comunicação e por fim, vendas!

Mas como em qualquer estratégia devemos sempre analisar os prós e contras , e caso desejemos investir neste mercado, devemos avaliar alguns factores à partida:

- O nosso cliente compreende e tem acesso a estes meios?

- O investimento necessário (seja em aplicações para dispositivos móveis, seja comunicação em meios móveis, ), justifica o retorno de investimento?

- O nosso produto enquadra-se neste tipo de comunicação e mercado?

- Temos capacidade para criar campanhas que se adeqúem a dispositivos móveis ou temos algum parceiro tecnológico que nos auxilie a este nível?

 

Deixo-vos com estas questões para que possam avaliar a validade do mobile na vossa estratégia! Na próxima semana terão acesso a case studies interessantes da aplicação do Mobile na vossa estratégia de Marketing e Comunicação. E vocês, já experimentaram alguma das técnicas acima descritas? Quais os resultados?

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